One Piece (Live-Action, 2023)

Sou fã de One Piece há bastante tempo. Ouvi falar do mangá pela primeira vez em 2002, numa revista de animes/mangás/vgs (acho que a Herói?) e me interessei imediatamente pela premissa. Comecei a ler o mangá em 2002, quando ele lançou no Brasil. Ainda em 2002 comprei meus primeiros volumes do mangá, começando pela saga do Kuro. Desde então sou fã e, pelo menos desde 2011, quando comecei a acompanhar scanlations, acompanho semanalmante.

Faço esse pequeno retrospecto não para dizer que sou algum especialista em One Piece. De forma alguma, sou um fã comum. Mas acompanho o mangá há tanto tempo (literalmente mais que metade da minha vida!) que não é exagero dizer que tenho uma forte ligação sentimental com ele. Então, sem surpresas, eu tinha várias expectativas para a adaptação Live Action da Netflix — e considerando as adaptações duvidosas que a Netflix fez de outros animes, nem todas boas.

Bem, nesse final de semana finalmente assisti ao Live Action e... Gostei bastante!

Primeiramente, o elenco é sensacional. Os chapéu-de-palha foram muito bem elencados, com Iñaki Godoy sendo um encaixe tão bom para Luffy quanto Hugh Jackman foi para o Wolverine. Mas esse cuidado não se limita aos protagonistas: personagens secundários como Mihawk e Koby também ficaram ótimos, e Garp, Zeff e principalmente Buggy ficaram simplesmente perfeitos.

Outro destaque são os sets. A série teve um orçamento enorme de 18 milhões de dólares por episódio, e essa grana toda está bem à mostra nos cenários e navios que reconstroem carinhosamente a criatividade do mangá. Baratie, em especial, ficou fenomenal.

Num campo mais polêmico, mas que acho que se saíram bem, foi nas mudanças de roteiro. O LA é, afinal, uma adaptação, então é mais que esperado que haja mudanças. Mas a direção da série soube não apenas condensar muito bem o arco do East Blue em oito episódios, ouso dizer que fez algumas mudanças pra melhor. Conseguiram deixar o Buggy realmente ameaçador e genuinamente creepy, mas sem perder o humor do personagem, realmente um grande feito. E o novo subplot com os marinheiros é não só interessante, mas foi uma ótima oportunidade para desenvolver mais Koby e Garp.

A adaptação é perfeita? Não, mas o que é? Se tenho alguma reclamação séria, fica só pras lutas que achei bem medianas. O que importa é que apesar das falhas que tem, o carinho e consideração com a obra original são explícitos em todos episódios. Como um fã de longa-data que ama o mangá, saí da experiência mais do que satisfeito e ansioso pela segunda temporada.